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Causas do bocejo em humanos…

Quais são as causas do bocejo em humanos? São as mesmas para outros animais?

Fonte: Ciência Hoje

O bocejo é um fenômeno comum e caracteriza-se por ser um reflexo involuntário. Embora ainda não se saibam as suas causas, ele é um fenômeno evolutivamente antigo. Todos os mamíferos e a maioria dos vertebrados bocejam. Em situações de tédio, respira-se de forma mais lenta e, à medida que o nível de gás carbônico aumenta no sangue e a oxigenação nos alvéolos pulmonares diminui, uma mensagem é enviada ao hipotálamo, no cérebro, pedindo mais oxigênio.

De lá, são liberados vários neurotransmissores que induzem o bocejo e reações simultâneas em todo o corpo: a boca abre-se e a pessoa inspira uma grande quantidade de ar, que é enviado aos pulmões; os músculos alongam-se para melhorar a circulação; e a freqüência de batimentos cardíacos aumenta. Assim, a sensação de cansaço diminui e o corpo volta ao estado de alerta.

O bocejo seria então uma resposta à necessidade de uma respiração profunda para despertar o corpo e assim eliminar o excesso de gás carbônico no sangue. Bocejos podem ocorrer em atletas olímpicos nos minutos que antecedem à competição e em violonistas prestes a entrar no palco para executar um concerto.

Embora ainda não se saibam os mecanismos exatos envolvidos no bocejo, provavelmente estão relacionados a uma tentativa de relaxamento. Já autistas e esquizofrênicos, que vivem em um mundo psíquico isolado e distante do contato com outras pessoas, por razões ainda desconhecidas, não bocejam. Um dado curioso, cuja causa é igualmente desconhecida: quando um indivíduo boceja, outras pessoas também passam a bocejar.

Monica Levy Andersen e Sergio Tufik
Departamento de Psicobiologia,
Universidade Federal de São Paulo

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Será que caminhamos para a extinção dos homens?

Já faz tempo eu tenho lido coisas a respeito da evolução humana, e sempre encontro algo que me remete a pensar que chegará uma época que não precisaremos mais de homens! 😀 hehehe É sério, alguns estudos científicos mostram que alguns seres que se reproduziam de forma sexuada, passaram a reprodução não-sexuada, e então tornam-se capazes de se reproduzirem sozinhos.

Pois bem, e o que isso teria a ver com a nossa evolução?

Vocês já devem ter percebido que o número de mulheres cada vez mais supera o número de homens. No total do Brasil, em 2006, a média era de 95 homens para cada 100 mulheres. Ou seja, a cada 100 mulheres tem 5 solteironas por aí. Isso sem falar no resto do mundo. Se continuar assim, não haverá homens suficientes para fecundar a mulherada por aí e garantir a perpetuação da espécie. Então, a evolução terá que garantir uma forma de isso acontecer… Olha só o que acontece com um grupo de animais microscópicos que tiveram que evoluir e se virar para continuar existindo. Detalhe: a população é toda de fêmeas!

fonte: Visões da Vida

Confessemos o inconfessável: sexo é bom e todo mundo gosta, mas dá um trabalho dos infernos. Considere quanto sangue e suor, quantas lágrimas, notas de cem e faturas de cartão de crédito já foram empregados na história do cosmos para esse fim; quantas caudas de pavão e Ferraris, quantos vestidos decotados, sem falar no gasto de energia intelectual, como a invenção do soneto, os romances medievais sobre o amor cortês, o Cântico dos Cânticos. É muita dor de cabeça. Pela lógica, apenas as coisas indispensáveis são objeto de tamanha obsessão. Nós (e a grande maioria dos outros animais e plantas) só seríamos tão doidos por sexo porque não dá para sobreviver sem ele. O raciocínio é impecável. Mas no meio do caminho tinha um bdelóide. Aliás, umas 400 espécies de bdelóides, para ser mais exato.

bdeloides, ouseja lá o que for isso

Os bdelóides a que me refiro são as estranhas criaturas da foto acima – animais microscópicos formados por um número fixo de células, habitantes de água doce e substratos úmidos de todos os tipos, comedores de qualquer coisa devorável e compatível com seu tamanhinho. Não existem machos bdelóides: todos são fêmeas e produzem descendentes por partenogênese, ou “geração virgem” (processo no qual os óvulos iniciam o desenvolvimento embrionário sem fecundação por espermatozóides).

Temos boas razões para acreditar que esses bichos minúsculos abdicaram da vida sexual há cerca de 100 milhões de anos e, mesmo assim, conseguiram colonizar uma grande variedade de ambientes e se diversificaram, como qualquer outro grupo de animais – coisa que, em tese, não deveria ser possível. A trajetória evolutiva dos bdelóides indica que o sexo talvez seja menos indispensável do que se costuma imaginar

Faz sentido?

Antes de entender que mágica essas criaturas estranhas estão fazendo para se livrar da alcova, é bom colocar algumas coisas em pratos limpos. Como dizíamos no começo desta coluna, os seres vivos tendem a ficar fissurados apenas por coisas que têm um impacto sobre sua sobrevivência e reprodução. Dizer que adoramos doces (ou sexo!) porque “é gostoso” não explica nada. Nosso sistema nervoso está programado para “traduzir” comida açucarada e/ou uma noite de amor na sensação subjetiva de “prazer” porque os doces são fontes concentradas de energia para o organismo e porque o sexo é o procedimento-padrão da nossa espécie para passar genes de geração em geração. O prazer é um incentivo – ou um suborno, se você quiser.

Mas a verdadeira questão é por que escolher o sexo como mecanismo reprodutivo. Do ponto de vista exclusivamente matemático, a opção preferencial pela vida romântica não faz sentido. O sexo, considerado unicamente como meio para passar adiante o DNA de um organismo, é decepcionante porque envolve obrigatoriamente uma divisão desse DNA (pela metade) e a mistura dele com a de outro organismo. Lembre-se de que 50% dos seus genes vieram do seu pai e a outra metade, da sua mãe. Em tese, seria muito mais negócio para cada indivíduo isolado transmitir a carga total de seu material genético para a geração seguinte, pelo simples mecanismo de produzir uma cópia de si mesmo. Além disso, sempre pode acontecer de você não achar a tampa da panela – e, sem parceiros para ajudar, não dá para ter reprodução sexuada.

E, no entanto, a imensa maioria dos animais, plantas e fungos, além de um bom número de microrganismos, contraria essa lógica aparente. Até as bactérias, famosas por sua capacidade estonteante de dividirem suas células únicas em novas “células-filhas”, aderem ocasionalmente a sessões de “sexo” não-formalizado, trocando genes com outras bactérias, às vezes até de outras “espécies” bacterianas.

Duas idéias mais ou menos parecidas e complementares estão entre as que buscam explicar esse paradoxo. A primeira vê a sexualidade como uma espécie de seguro de vida contra parasitas e ambientes em transformação. A reprodução sexual, ao misturar e embaralhar os genes de dois indivíduos diferentes, automaticamente cria combinações de DNA novas que podem derrotar parasitas (que não “conhecem” a nova mistura, e portanto não estão equipados para vencê-la) e representar um “estoque” importante de novas soluções para alterações ambientais.

A segunda idéia propõe que o sexo ajuda no “controle de qualidade” genético de uma população. Em criaturas assexuadas, mudanças no conjunto do DNA só ocorrem por mutações – alterações químicas aleatórias nas “letras” químicas A, T, C e G que compõem a molécula da hereditariedade.

Ora, a imensa maioria das mutações tende a ser nociva. De geração a geração, o acúmulo de alterações “do mal” poderia colocar os organismos celibatários em perigo. Mas, para produzir as células sexuais, as partes equivalentes do DNA que você recebeu do seu pai e da sua mãe são colocadas lado a lado e se “recombinam”, trocando pedaços de cromossomos (as estruturas enoveladas que abrigam o material genético). Com isso, mutações “ruins” num genitor podem ser “consertadas” pelo material genético do outro genitor. Mal comparando, é como pegar dois álbuns de figurinhas completos e idênticos, um dos quais possui uma figurinha rasgada: retira-se a figurinha intacta de um e ela é colocada no lugar da que estava adulterada.

DNA tetracampeão

Depois de todo esse background, já podemos voltar aos nossos bdelóides, os mestres da castidade evolutiva. Se tudo o que foi dito nos parágrafos acima estiver correto, os bichos seriam um prato cheio para parasitas famintos e mudanças ambientais; de quebra, seu genoma deveria estar caindo aos pedaços de tanta mutação deletéria. No entanto, lá estão eles, vivos, bem e bastante diversificados, rastejando sobre musgos e liquens e nadando em poças d’água e córregos. Quando falta água, eles entram numa espécie de animação suspensa conhecida como anidrobiose, até as condições melhorarem.

O segredo dos bdelóides celibatários parece estar em características específicas do genoma das criaturas. O pesquisador americano David Mark Welch, do Laboratório de Biologia Marinha do Instituto Oceanográfico Woods Hole, mostrou que o DNA dos bichos é tetraplóide – diferentemente de nós, que temos duas cópias de cada cromossomo, eles têm quatro. Tudo indica que, no passado remoto, o conjunto duplo normal de cromossomos sofreu uma reduplicação, transformando os bdelóides em tetraplóides.

Ora, situações de extrema secura, como a anidrobiose, deveriam causar grandes quantidades de dano ao DNA, mas não é o que acontece. Experimentos em que esses bichos foram bombardeados com radiação – outra fonte comum de erros no material genético – revelaram que eles agüentam mais radioatividade do que qualquer outro animal conhecido.

O único jeito de explicar esse conjunto bizarro de características é imaginar que os cromossomos quadruplicados estão servindo como base para reconstruir o genoma bdelóide. Com várias cópias de cada gene à disposição, os animais conseguem corrigir rapidamente os erros que aparecem em uma, duas ou até três versões de um gene.

Ou seja, em certo sentido, pode-se dizer que os bdelóides puderam abdicar da sexualidade porque internalizaram os benefícios evolutivos do sexo. Em vez de buscar genes bons em outro corpo, eles corrigem os problemas nos seus genes internamente. Funciona um bocado bem para eles, ao que tudo indica. Eu sei o que você deve estar pensando: eles não sabem o que estão perdendo, né?

Tensão pré-menstrual

TPM

Encontrei um artigo interessante sobre a TPM no Portal UOL.

ps.:<<<<QUERO DOCEEE!!! CHOCOLATEEEE>>>> 😉

 

tpm

Tensão pré-menstrual, ou TPM, é a denominação para um conjunto de sintomas que se manifestam antes da menstruação. Os sintomas são variados: irritabilidade, depressão, dor nas mamas, dor de cabeça e inchaço. Algumas mulheres choram com mais facilidade e outras se tornam mais sensíveis, sem um motivo aparente.

Há casos em que os sintomas aparecem quinze dias antes e outros apenas um ou dois dias antes da menstruação. Quando esses sintomas não desaparecem com a menstruação, não se trata de TPM. Doenças psiquiátricas, como depressão, ou clínicas, como dor de cabeça crônica, podem piorar nesse período.

A principal causa na mudança de humor está associada à produção de serotonina. Esta substância atua sobre o humor de todas as pessoas, e nas mulheres oscila de acordo com o período menstrual. Um nível alto de serotonina é um passaporte para a felicidade e a alegria. Um nível baixo provoca mau humor e vontade de comer doces e massas. No período menstrual os hormônios femininos reduzem a produção de serotonina. Essa redução explica os sintomas psíquicos, enquanto os sintomas físicos resultam das alterações hormonais em si.

Existem três fatores que explicam porque algumas mulheres sofrem tanto nesse período e outras não. O primeiro fator é hereditário: aquelas cujas mães apresentam TPM têm maior probabilidade de desenvolver a síndrome.

O segundo é o fator situacional. A mulher pode estar atravessando uma situação de vida difícil, como doença na família, divórcio, pressão no trabalho, dificuldades econômicas. Nesses casos o nível de serotonina, que já deve estar baixo, cai mais ainda na segunda fase do ciclo menstrual. O terceiro é o fator endógeno. Há mulheres mais sensíveis a mudanças hormonais e outras nem tanto.

tpm.jpgNos homens, o hormônio sexual testosterona começa a cair lentamente a partir dos vinte, trinta anos de idade. Essa queda se dá com alterações previsíveis e é por isso que as mulheres dizem que os homens são todos iguais. Já as mulheres têm em cada dia do mês uma concentração de hormônios sexuais (estrógeno e progesterona) diferente. Isso provoca impacto no humor, que oscila todos os dias. Por isso, os homens dizem que as mulheres são difíceis de entender.

Para quem tem dúvida se sofre de TPM, é importante anotar durante alguns meses os sintomas (dor de cabeça, irritação etc.) e a data inicial e final do período menstrual. Depois basta levar esses dados para o médico ginecologista, que terá todas as condições para fazer um diagnóstico correto.

Um diagnóstico correto permite à mulher preparar-se melhor para o período e combater os sintomas dessa síndrome. O auto-conhecimento é muito importante para ter um bom desempenho profissional, social e familiar. Se os hormônios mudam o humor, e já se sabe em que dias isso ocorrerá, é possível ter mais controle sobre a situação. Saber controlar-se é muito importante e a TPM não deve servir de desculpa, pois quem sofre com ela precisa de tratamento.

Os exercícios físicos não devem ser abandonados nesse período. Eles reduzem a tensão, a depressão e melhoram a auto-estima. O ideal é que não ocorra quebra de rotina nesses dias.

A ansiedade pode diminuir se os cafezinhos forem evitados. O mesmo pode acontecer com a insônia e a dor de cabeça, se o cigarro for diminuído – o ideal é não fumar.

Alimentos diet ajudam a enganar a vontade de comer doces. Os doces são responsáveis pelo aumento de peso, pois são muito calóricos e facilitam a retenção de água pelo organismo.

Quando passa a menstruação, a tendência de quem ganhou peso nesse período é ficar deprimida. Portanto, a pessoa precisa se conhecer melhor para ter mais controle sobre sua qualidade de vida.

Paixão e Ciência

Coração na cabeçaTenho pensado muito no Chicão. 32 dias para ele chegar, mas já sinto como se ele estivesse pulando por aqui.
Sinto-me como uma grávida! hehehe Ainda bem que desmame de cão não dura 9 meses. Mas então, isso me faz pensar na paixão, e na “materialidade” (se é que esta palavra existe) dela. às vezes tenho a impressão de sentir o Paulo aqui… E fico mentalizando o Chicão, para que fique fortinho rapidinho, recebendo minhas energias.
Fui googar sobre isso e vi que os cientistas dizem que é possível explicar por que perdemos a razão quando nos apaixonamos…

Técnicas de neuroimagem funcional permitiram mapear as regiões cerebrais ativadas e desativadas durante a paixão, e até compará-las com outros tipos de amor, como o amor materno.  Ambos podem ser revelados em alguém pela simples exposição de uma fotografia da pessoa amada ou do filho querido: o coração bate mais rápido, um sorriso se abre no rosto e… as áreas cerebrais envolvidas nesse reconhecimento visual passam a apresentar maior irrigação sangüínea, metabolismo mais intenso e maior atividade dos neurônios. Foi esse tipo de experimento que realizou o eminente neurocientista Semir Zeki, do University College London, e seu colaborador Andreas Bartels. Faz sentido: a dopamina é liberada nessas regiões cerebrais em situações de grande prazer, e os hormônios são secretados fortemente durante o orgasmo.

A semelhança parcial entre as duas formas de amor também faz sentido. Ambas têm em comum uma vantagem biológica e evolutiva essencial: favorecem a sobrevivência da espécie, pelo acasalamento e pelo cuidado com a cria.  A natureza desenvolveu engenhosas estratégias de aproximação entre machos e fêmeas, e de manutenção de um forte vínculo entre eles, assim como deles com os filhos.

fonte: Ciência Hoje

Segundo os cientistas evolucionistas, isso tudo seria um exemplo de adaptação biológica: um mecanismo de aproximar casais reprodutores e fortalecer seu vínculo recíproco. Já segundo Vinícius,

Certas palavras podem dizer muitas coisas;

Certos olhares podem valer mais do que mil palavras;

Certos momentos nos fazem esquecer que existe um mundo lá fora;

Certos gestos, parecem sinais guiando-nos pelo caminho;

Certos toques parecem estremecer todo nosso coração;

Certos detalhes nos dão certeza de que existem pessoas especiais,

Assim como você que deixarão belas lembranças para todo o sempre

O interessante disso tudo é que sempre tivemos a idéia de que o “amor vem do coração”. Deve ser exatamente por causa da tal substância (dopamina) que faz o órgão palpitante acelerar.

Se é físico, se é no cérebro, eu não sei… Só sei que não acaba. aiai… Dopamina que não sai de mim!;-)

Asteróide gigantesco passará perto da Terra na semana que vem

Um asteróide que mede de 150 a 600 metros de comprimento passará tão perto da Terra na próxima terça-feira (29) que poderá ser visto com equipamentos bastante simples, afirmam fontes especializadas.

O asteróide 2007 TU24 causaria um grande dano se caísse na Terra, mas não há risco de colisão, afirmam.

O mais próximo que o objeto espacial ficará do nosso planeta será 534 mil quilômetros, por volta das 6h30, hora de Brasília, segundo a base de dados Near Earth Object (NEO), da Universidade italiana de Pisa.

Reprodução/Nasa
Ilustração mostra trajetória do asteróide no céu da Filadélfia durante a aproximação
Ilustração mostra trajetória do asteróide no céu da Filadélfia durante a aproximação; objeto vai chegar a 534 mil quilômetros da Terra

“Durante um breve instante o asteróide poderá ser observado em céus escuros e sem nuvens, com telescópios amadores de três polegadas ou mais”, informou a Nasa (agência espacial norte-americana), em seu site.

O 2007 TU24 será o asteróide potencialmente perigoso que mais se aproximará da Terra até 2027, acrescentou a Nasa, explicando que objetos de tamanho semelhante se aproximam da Terra, em média, uma vez em cada cinco anos.

O objeto foi descoberto em outubro do ano passado pelo programa de vigilância da Universidade americana do Arizona.

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